Iniquidade ou elã neo-fundamentalista? Uma análise do discurso evangélico no Brasil contemporâneo e suas aproximações com o evangelicalismo norte-americano

Andréa Silveira de Souza, Wilmar do Valle Barbosa

Resumo


Este artigo apresenta uma perspectiva, entre tantas outras possíveis, de compreender o significado do ‘religioso’ atual a partir da sua presença no espaço público. Este estudo é feito por meio da análise de um vídeo produzido e veiculado durante a campanha eleitoral de 2010, no qual o pastor Paschoal Piragine Júnior, na época presidente da Convenção Batista Brasileira, posicionava-se contra o que ele chama de “iniquidade institucionalizada” e convocando os batistas a não votarem no Partido dos Trabalhadores no referido pleito. Para analisarmos o pronunciamento do pastor, partimos da noção de conflito cultural ou guerra de cultura elaborada pelo sociólogo norte-americano James Hunter. Tais conceitos constituem nesta análise “lentes” teóricas, pelas quais procuramos ver o objeto de estudo, e por meio das quais também estabelecemos um diálogo com outros autores e textos que analisam a presença da religião no espaço público brasileiro contemporâneo num contexto de intolerância e conflito religioso.

Palavras-chave


religião, política, neo-fundamentalismo, guerra de cultura

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